Saúde dos cabelos
Queda de cabelo e embranquecimento são processos diferentes, embora ambos sejam influenciados por idade, genética, hormônios, nutrição e ambiente. O tratamento eficaz depende de identificar qual mecanismo está predominando.
Alopecia androgenética
A forma mais comum de perda progressiva de cabelo envolve sensibilidade genética do folículo à di-hidrotestosterona (DHT). Minoxidil e inibidores da 5-alfa-redutase, como finasterida, têm a evidência mais sólida. O benefício exige continuidade; ao interromper, parte do ganho tende a se perder.
Minoxidil prolonga a fase de crescimento do fio. Finasterida reduz DHT e é mais indicada em contextos específicos, com efeitos adversos e contraindicações que precisam ser considerados individualmente.
Deficiências nutricionais
Ferro, vitamina D, zinco, proteína e, mais raramente, biotina podem contribuir para queda quando estão deficientes. Repor um nutriente apenas quando há deficiência é mais racional do que usar fórmulas amplas. Excesso de alguns micronutrientes, como selênio ou vitamina A, também pode causar queda.
Alternativas e cosméticos
Óleo de alecrim, cafeína tópica, saw palmetto, óleo de semente de abóbora, melatonina tópica e outros compostos têm estudos iniciais. Em geral, a base de evidência é menor e menos consistente que a de minoxidil ou finasterida.
Por que o cabelo fica branco
O embranquecimento ocorre pela perda ou disfunção das células que mantêm melanócitos no folículo. Genética domina o processo, mas tabagismo, estresse oxidativo e algumas deficiências podem antecipá-lo.
Corrigir deficiência de B12, folato, cobre ou ferro pode ajudar quando ela é a causa, porém não existe suplemento com evidência robusta de repigmentar cabelos brancos comuns da idade. Catalase oral, tirosina, PABA e vários extratos têm evidência fraca ou inconsistente.
Um alerta sobre fitoterápicos
Polygonum multiflorum (He Shou Wu) é promovido para escurecer cabelos, mas há relatos relevantes de toxicidade hepática. Um mecanismo tradicional ou um estudo animal não compensa um risco clínico bem documentado.
Em resumo
Para queda androgenética, tratamentos farmacológicos estabelecidos continuam sendo a referência. Para cabelos brancos, o foco realista é corrigir causas reversíveis e reduzir fatores de risco; repigmentação confiável ainda não é uma terapia disponível. Nutrição adequada ajuda sobretudo quando existe deficiência.